Dentro dessa experiência tão bonita do Mês Vocacional, vamos conhecer o testemunho de Kelly de Menezes, catequista há 17 anos, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, da Diocese de Rubiataba/Mozarlândia.
O Despertar da Vocação
Como e quando você percebeu o chamado para ser catequista? O que significa para você, pessoalmente, exercer essa vocação no dia a dia da comunidade?
Recebi várias vezes o chamado para ser catequista, mas achava que minha rotina já era muito cheia e não queria assumir mais um compromisso. Sempre adiava o meu “sim”, pensando que responderia mais tarde. Até que um dia decidi não resistir e disse “sim” ao Senhor. Curiosamente, os compromissos da vida só aumentaram, mas descobri que Jesus é o Senhor do tempo e nunca deixa faltar a graça necessária para cumprir a missão que nos confia. Para mim, é uma honra e uma grande alegria exercer essa vocação. O Senhor não precisa de mim para anunciar o Evangelho, mas, em Seu amor, quis me chamar e me aperfeiçoa continuamente, para viver esse “sim”.
O Coração do Ser Catequista
Qual é a principal missão de um catequista hoje e qual o maior desafio nessa jornada?
A missão do catequista é conduzir as pessoas ao encontro com Jesus Cristo, tanto pelo testemunho de vida quanto pelo anúncio da Palavra. Sonhar com o céu, ter o desejo de santidade, ao longo desses anos, percebi que não há como estar em contato com a Palavra de Deus sem se deixar transformar por ela. A catequese também é um caminho permanente de conversão para quem catequiza. Hoje, um dos maiores desafios é testemunhar a fé em um mundo cheio de distrações e marcado pela falta de perseverança.
O Chamado
Qual mensagem você deixa para as pessoas que ainda não estão servindo uma pastoral na comunidade?
Jesus continua chamando operários para a Sua messe. Se você sente esse chamado no coração, não espere sentir-se totalmente preparado. Deus conhece nossas fragilidades e, mesmo assim, nos chama. Dê o seu “sim”. Servir na comunidade transforma a vida de quem é evangelizado, mas transforma, antes de tudo, a vida de quem evangeliza. E não se esqueça de alimentar a chama da fé. Para viver com fidelidade o nosso chamado, precisamos nos alimentar diariamente da Palavra de Deus e dos sacramentos, especialmente da Confissão e da Eucaristia.





